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Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa aprovaram empenhamento na greve de dia 2 de Fevereiro
Os trabalhadores do metropolitano de Lisboa, por convocatória de todas as estruturas representativas dos trabalhadores da empresa, aprovaram a seguinte moção:
MOÇÃO DE PROTESTO DOS TRABALHADORES DO METROPOLITANO DE LISBOA,E.P.E
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E. reunidos em Plenário Geral no dia 25 de janeiro de 2012, considerando que:
- Desde 2011, o Metropolitano de Lisboa devido ao corte orçamental de 15% nas despesas operacionais, imposto pelo Governo e à proibição de repor o efetivo em falta, quer contratando novos trabalhadores quer proibindo a reclassificação, vê degradarem-se as suas condições de prestação de um serviço de qualidade;
- Uma vez mais, na sequência do Orçamento de Estado para 2012, verificou-se outro ataque brutal com efeito nas remunerações dos trabalhadores, desta vez anulando a retribuição dos subsídios de Natal e Férias e reduzindo o pagamento devido pelo trabalho extra e feriados;
- Estas medidas não respeitam o que sobre essa matéria está estabelecido nos nossos AE’s, na Legislação e na Constituição da República.
- Assistimos a um aumento excessivo no preço dos nossos títulos de transporte, tentando fazer passar a ideia na Opinião Pública que esses aumentos resultam dos elevados vencimentos dos trabalhadores;
O Governo até à data, recusou reunir-se com as ORT’s do Metro para apresentar e debater as propostas que tem para o futuro da Empresa e do setor, demonstrando uma total falta de respeito para com os trabalhadores e os seus representantes;
Decidem:
1.Aprovar um voto de repúdio e rejeição da proposta de Orçamento de Estado para 2012 e das medidas contidas no Plano Estratégico de Transportes do Governo;
2.Exigir dooutras políticas que se concretizem em medidas que não penalizem, como sempre, os trabalhadores e os serviços públicos;
3.Reclamarpagamento integral dos subsídios de Férias e Natal e a reposição do valor retirado do seu salário, no respeito pelo que se encontra legalmente estabelecido e resulta de processos negociais desenvolvidos;
4.Repudiar os efeitos lesivos para os trabalhadores, das medidas resultantes do compromisso para o crescimento, competitividade emprego, assinado na concertação social;
5.Empenhar-sedefesa intransigente dos seus postos de trabalho;
6.Empenhar-sedefesa intransigente da nossa Empresa e do funcionamento do Metropolitano de Lisboa, como meio de transporte público de qualidade e seguro.
Os trabalhadores apelam ainda:
7.A uma forte participação de todos os Trabalhadores dos Transportes, na adesão à Greve no dia 2 de fevereiro de 2012;
8, Aos Sindicatos, representantes dos Acordos de Empresa I e II que dinamizem todas as formas de luta, incluindo as jurídicas;
9.A todos os cidadãos para que compreendam e integrem as lutas contra os roubos declarados aos utentes e aos trabalhadores, através de subterfúgios economicistas que apenas beneficiam os interesses do grande capital financeiro.
Esta moção, depois de aprovada, deverá ser enviada ao Presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Presidente da República, Primeiro-ministro, Ministro da Economia e do Emprego, Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Grupos Parlamentares, divulgada internamente e pelos órgãos da comunicação social.
Organizações dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E.





