A FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações ao ter conhecimento da proposta nº. 105/2012da Câmara Municipal de Lisboa e da sua aprovação sobre a implementação da segunda fase da Zona de Emissões Reduzidas (ZER), com entrada em vigor a 01 de Abril p.f., não pode deixar de apresentar a nossa contestação à medida e, desde já, com base na seguinte posição:
A FECTRANS apoia as políticas que tenham em conta o ambiente desde que, as mesmas, não sejam fortemente penalizadoras para os trabalhadores e de duvidosa legalidade, como é o caso (ZER). Pena é que a Câmara de Lisboa não tivesse em conta nos pareceres enviados ao Governo sobre o Plano Estratégico de Transportes as preocupações sobre os problemas ambientais visto que, com a redução de oferta na Carris e Metropolitano, as pessoas são empurradas para o transporte individual.
A FECTRANS alerta que, caso mantenha a decisão de levar por diante as restrições à circulação, nas zonas previstas, dos veículos ligeiros e pesados construídos antes de 1996, a C.M.L. está a pôr em causa milhares de postos de trabalho no sector dos táxis.
Mais, sobre os táxis, não nos podemos esquecer que estamos perante micro empresas que muito dificilmente terão condições de renovação das frotas em períodos muito curtos.
Também não é possível nem desejável que uma pessoa apanhe um táxi fora da zona ZER, prevista pela C.M.L. e, quando chegue junto da mesma, seja obrigada a mudar de veículo, visto que o mesmo foi fabricado antes de 1996.
A FECTRANS propõe a suspensão da segunda fase da Zona de Emissões Reduzidas (ZER), na cidade de Lisboa, a fim de serem salvaguardados os postos de trabalho de milhares de trabalhadores e encontrarem-se meios que salvaguardem a actividade das micro empresas do sector dos táxis.





