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PareEscuteLuteO Ministro do Planeamento e das Infraestruturas negou que esteja a ser ponderada a privatização da CP e, se assim é, fica a pergunta se o objectivo não será antes destruir o operador público ferroviário?

Esta pergunta justifica-se porque, se não são tomadas medidas agora, para resolver os problemas de hoje, que condições terá a CP em defender-se quando, na base da legislação europeia, começarem a aparecer novos interessados para operarem em Portugal?

Hoje bem pode o CDS-PP e o PSD virem criticar a situação de degradação da CP, quando são grandes responsáveis pelos problemas com que a empresa se confronta actualmente.

Mas o governo do PS tem elevada culpas quando, nestes últimos anos, tem andado a iludir o problema, a anunciar muitos investimentos na rede ferroviária, muitos dos quais levam tempo a passar do papel, sem nada fazer para defender a CP enquanto operador pública, com a obrigação de prestação de serviço social.

A rede ferroviária existe para nela circularem comboios, só que se a CP não os tem, então que nela circulará? Será que estamos a gastar elevadas verbas o erário público, para depois servir os interesses privados estrangeiros?

Os acontecimentos dos últimos dias demonstram que a tendência será de degradação do serviço prestado, sem que tenhamos medidas a curtíssimo prazo para colocar os comboios que existem a circular. Será que há interesse nisso? ou pretende-se deixar degradar ainda mais para justificar a criação de mais PPPs, ou pura e simplesmente, a substituição de operador público por um privado?

É preciso mudar de rumo! É preciso, agora e já, fazer a agulha para a defesa do serviço público, social de acesso universal dos cidadãos a todos os segmentos – Longo Curso, Regional e Suburbano - e para isso são precisas medidas e não propaganda, como a que está a ser feita em torno da admissão de 102 trabalhadores para a EMEF, quando efectivamente trabalhadores novos serão apenas 40, (porque os outros já estão na EMEF, embora com vínculos precários. Com esta medida a realidade no final do ano é da EMEF ter menos trabalhadores que no ano passado, já que sairão da empresa, este ano, mais de cem trabalhadores por limite de idade.

Assim, continuará a falta de capacidade de intervenção da EMEF e quais as soluções que encontram? A criação de mais PPP’s.

A MEDWAY queixa-se da falta de resposta da EMEF e a solução é a criar uma empresa (ACE-Agrupamento Complementar de Empresas), ou seja, colocar uma parte da empresa pública, unicamente, ao serviço de uma empresa privada.

A ferrovia sofre de uma doença provocada pelas opções erradas de espartilhar a CP, seguido de um processo de desinvestimento, que levou à actual degradação, que se irá acentuar, com inegáveis prejuízos para os utentes, para os trabalhadores e para o País que se confronta com a destruição de modo de transporte estruturante.

O governo do PS ao substituir as medidas necessárias de imediato, por propaganda ou por anúncios para o futuro, que embora necessários, não respondem aos problemas agora, está a ser conivente com aqueles que defendem a privatização/destruição da CP, que tudo farão para que, a partir dos problemas causados às populações exigirem medidas para favorecer negócios privados, em detrimento da melhoria de um serviço público que responda às necessidades do País e dos utentes.

Tradução

ptenfrdeitrues

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