Na sequência das diversas acções realizadas em diferentes localidades do País, teve hoje lugar uma manifestação de organizações de trabalhadores e de utentes, que juntou em Lisboa, mais de 300 participantes das diversas estruturas que constituem a Plataforma para a Defesa do Serviço Público Ferroviário.
Numa deslocação entre o Largo Camões e o Terreiro do Paço os manifestantes exigiram soluções para os problemas da ferrovia e entregaram um documento ao primeiro-ministro, que contém as seguintes linhas reivindicativas:
Um plano nacional de transportes que defina o que a cada modo de transporte compete, articulados complementarmente entre si de modo a levar o transporte público a todo o País, combatendo desta forma as assimetrias territoriais e invertendo o paradigma de utilização do transporte individual em detrimento do transporte colectivo;
Medidas concretas de investimento na ferrovia com vista a modernizar as infraestruturas, o material circulante e as instalações, de modo a dotar o País de um transporte ferroviário moderno e desenvolvido;
Admissão de trabalhadores para todas as empresas do sector ferroviário, de modo a melhorar a capacidade de resposta de todas elas, com uma significativa melhoria no atendimento e assistência aos utentes;
Horários em toda a rede que correspondam às reais necessidades das populações, articulados com os restantes modos de transporte de modo a acabar com o isolamento de muitas povoações no que concerne ao transporte público;
O aprofundamento de uma política tarifária com cariz social que torne universal o acesso dos cidadãos e que seja incentivadora da transferência da utilização do transporte individual para o transporte público;
A recolocação de todo o sistema ferroviário debaixo de um comando único e com o objectivo de aprofundar a componente social do transporte ferroviário, pondo em primeiro lugar os ganhos para o País e o serviço prestado aos cidadãos;
Documento da Plataforma para a Defesa do Serviço Público Ferroviário




