Ferroviário
Com os objectivos atrás enunciados, as organizações que em 29 de Novembro do ano passado assinaram uma acordo com o governo, sobre a problemática da segurança ferroviária - Agente Único - decidiram retomar a luta, na forma de greve de 24 horas no próximo dia 4 de Junho de 2018, na CP, MEDWAY e Takargo.
Na forma de uma greve ao trabalho extraordinário, ao trabalho em dia de descanso semanal e feriado e ao trabalho de prevenção, inicia-se no próximo dia 3 de Junho uma luta dos trabalhadores das oficinas da FERTAGUS, que irá até ao dia 30 do mesmo mês.
A FECTRANS e o seu Sindicato no sector ferroviário – SNTSF – apoiam e aderem à manifestação convocada pela Comissão de Utentes da linha do Oeste, a realizar no próximo dia 30 de Maio, pelas 18,30h junto à estação das Caldas da Rainha.
A CP está a preparar a mudança de horários que, pelo que vai sendo conhecido, será antes mais uma redução da oferta e do serviço prestado à população, só na linha do Oeste são menos quatro comboios a juntar aos dois recentemente retirados.
Os trabalhadores ferroviários franceses encontram-se num processo de luta contra a privatização da SNCF, pelo que a FECTRANS enviou à Federação dos Ferroviários da CGT uma mensagem de solidariedade.
Com a unidade, mobilização, luta e negociação, a plataforma de 14 organizações sindicais, conseguiu furar o bloqueio do governo quanto ao aumento dos salários, traduzido num aumento intercalar, na forma de um “subsídio de pré-integração do IRCT (Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho, futuro ACT), com os seguintes valores:
Este acordo foi e é mais uma etapa da luta contínua dos trabalhadores pela melhoria das suas condições de vida e trabalho, que teve recentemente (Outubro do ano passado) resultado das mudanças de índices para a grande maioria dos trabalhadores, devido à reposição de direitos roubados pelo governo anterior e que mereceu, logo de imediato a mobilização e luta sindical.
Depois do acordo da CP, os mesmo Ministérios que fugiram a passar ao papel aquilo que estava discutido, chamaram a si a discussão do conflito na EMEF, acordando aumentos salariais para os trabalhadores daquela empresa, pelo que se pergunta: E então na IP?
Na sequência de um processo de luta, com diversas paralisações, aprovadas em cada local de trabalho, mas que se vinha a alargar, decorreram, durante toda a semana, negociações com a administração da EMEF e da CP, mais os Ministérios do Planeamento e das Infraestruturas, Trabalho e Finanças, de que resultou hoje um acordo.
Os trabalhadores da MEDWAY/MSC terão a partir de 1 de Julho deste ano, um novo Acordo de Empresa e um novo Regulamento de Carreiras, que não caiu do céu, mas é uma conquista que é fruto da mobilização colectiva e unidade que têm demonstrado.
Na reunião ontem realizada, só não foi obtido qualquer acordo para solucionar o conflito da EMEF, porque os representantes do governo insistem em querer tratar dos trabalhadores desta empresa com soluções diferentes das que foram implementadas na CP.




