Greve no ML 14 Out 2026Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) informaram, em nota de imprensa, que as chefias da Direcção de Operações – DOP -  vão avançar com a greve marcada para 14 de Outubro de 2026.

Depois de meses de alertas, reuniões e pedidos de esclarecimento que não resultaram em soluções concretas para os problemas persistentes no Posto de Comando Central (PCC) e nos Postos de Tracção, a paralisação concretizar-se-á amanhã.

A decisão “não foi tomada de forma precipitada nem de ânimo leve”. A greve surge perante os “incumprimentos e a falta de respostas concretas” da administração da empresa desde a assinatura do acordo de 13 de Abril de 2026.

O entendimento alcançado em Abril levou à suspensão de uma greve então prevista, mas vários compromissos ficaram por concretizar. Entre estes encontram-se o guarnecimento adequado dos postos, o cumprimento das escalas, a formação de encarregados e inspectores e a preservação das funções das chefias.

Continuam a existir postos por preencher, atrasos na formação e falta de licenças e dos meios necessários, bem como o recurso sistemático a trabalho suplementar.

Ao longo dos últimos meses, as estruturas sindicais mantiveram-se disponíveis para negociar, enviaram ofícios, solicitaram reuniões específicas sobre as chefias da DOP e analisaram documentos apresentados pela empresa. No entanto, consideram que as respostas foram insuficientes.

Na reunião de 12 de Outubro, realizada a pedido da empresa, o Conselho de Administração reafirmou que o acordo está em execução e apelou à reconsideração da greve. Contudo, para os sindicatos, a reunião “confirmou a ausência de respostas efectivas”, mantendo-se todos os fundamentos que justificam a paralisação.

Entre os problemas identificados, destacam-se:

  • Incumprimento do acordo de 13 de Abril
  • Falta de efectivos no PCC e na Tracção
  • Trabalho suplementar excessivo e turnos muito prolongados
  • Esvaziamento prático das funções das chefias
  • Excesso de burocracia na organização do trabalho
  • Situações de pressão e condicionamento
  • Ausência de medidas concretas e prazos verificáveis

As organizações sindicais rejeitam a ideia de que a greve seja desproporcionada, afirmando que, desde Abril, foram dadas “sucessivas oportunidades ao diálogo”. Para os trabalhadores, a paralisação é consequência directa da falta de soluções para problemas estruturais que continuam a afectar a operação.

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