Assinalam-se hoje 170 anos da primeira viagem de comboio em Portugal. Este percurso só foi possível graças ao trabalho árduo e empenhado de gerações de trabalhadores ferroviários.
Por isso, é justo afirmarmos que este é também o dia dos ferroviários portugueses, tantas vezes esquecidos nestas efemérides. Não há caminho de ferro sem ferroviários: são eles que deveriam estar no centro da evocação destas datas.
Os trabalhadores foram, são e serão o principal «motor» do funcionamento do caminho de ferro. Os comboios circulam graças ao trabalho empenhado dos ferroviários de todas as categorias profissionais, nas diversas empresas que constituem hoje a ferrovia, umas mais visíveis do que outras. Neste serviço, todos os trabalhadores — homens e mulheres — são indispensáveis.
Não podemos deixar passar a efeméride dos 170 anos sem reflectir sobre o actual estado da ferrovia em Portugal. A falta de investimento ao longo de décadas e as opções de separação entre as infraestruturas e a operação deixaram o sector com problemas estruturais que dificultam a resposta ao aumento da procura. A ferrovia debate-se também com a falta de trabalhadores em todas as áreas de actividade, em resultado das opções de desvalorização salarial.
Reafirmamos o nosso compromisso de continuar a intervir pela valorização dos trabalhadores ferroviários e pela defesa de um sector ferroviário unificado e público. Saudamos todas as gerações de ferroviários que garantiram a existência do caminho de ferro ao longo destes 170 anos e afirmamos: hoje é o dia dos ferroviários portugueses.


