O SNTSF/FECTRANS informou que o «comboio operário» será reposto, previsivelmente, a partir do próximo dia 28 de Setembro, dando assim resposta à reivindicação dos trabalhadores de Guifões.
Com a justificação de colocar as automotoras 2240 na linha do Algarve, a Administração da CP suprimiu, no passado dia 17 de Agosto, o «comboio operário» que assegurava o transporte dos trabalhadores entre Ermesinde e Guifões. Como alternativa, apresentou soluções que reduziam os períodos de repouso dos trabalhadores e que, na prática, provocaram atrasos diários na entrada ao serviço, com prejuízo para o funcionamento das oficinas.
O SNTSF/FECTRANS, a Comissão de Trabalhadores e outras organizações, denunciaram, desde a primeira hora, os graves prejuízos causados por esta medida, nomeadamente no tempo de deslocação, nos períodos de descanso e na conciliação entre a vida profissional e a vida familiar.
Apesar dos sucessivos ofícios enviados à Administração da CP a solicitar uma reunião, as preocupações apresentadas não obtiveram resposta. Os trabalhadores não baixaram os braços e ficaram ainda mais indignados com a falta de sensibilidade demonstrada por toda a Administração.
No dia 3 de Setembro, durante um plenário, os trabalhadores reafirmaram a sua determinação em avançar com novas formas de luta, incluindo a realização de um abaixo-assinado e uma deslocação às instalações da Administração da CP, caso os seus legítimos anseios não fossem atendidos.
Apesar da falta de resposta e de informação por parte da Administração da CP, foi, entretanto, conhecido que o serviço ferroviário será reposto, na data acima referida, nos moldes anteriormente praticados. A circulação ficará assegurada, estando os maquinistas já a efectuar o necessário reconhecimento, com acompanhamento do Depósito de Campanhã.
Esta reposição demonstra que, quando os trabalhadores se mobilizam e lutam pelos seus direitos e pelas suas condições de trabalho, é possível travar decisões injustas e sem sentido.
Fica demonstrado que temos uma Administração que reduz os trabalhadores a meros números e desconsidera as suas necessidades. Perante a resposta agora alcançada, esperamos que compreenda que são os trabalhadores que mantêm a empresa a funcionar.


