Cartaz Luta Continua 2026A Greve Geral de ontem voltou a demonstrar uma verdade simples: sem trabalhadores, as empresas — públicas ou privadas — não funcionam.

O país parou porque quem faz mover a economia decidiu dizer basta. O que o país precisa não é de ataques a quem trabalha, mas sim de valorizar quem trabalha.

Mais uma vez, os trabalhadores rejeitaram o pacote laboral e exigiram uma alternativa que os proteja: melhores salários, a redução e combate á desregulação dos horários para maior conciliação com a vida familiar e respeito por quem trabalho. Em suma, exigiram dignidade.

Podem os ministros afirmar que “não viram” a greve geral, mas a realidade no terreno fala mais alto. A adesão foi massiva, provocando paralisações totais ou fortes perturbações no funcionamento de inúmeras empresas.

Quando os trabalhadores cruzam os braços, o país sente imediatamente o impacto — e ontem sentiu-o com força.

Os dados que continuam a chegar confirmam isso:

Sector Rodoviário de Passageiros - Santarém: +90%, Leiria: 60%, Cartaxo: 100%, Torres Novas: 30%, Rio Maior: 80%, Fundão: 60%, Bombarral: 60%, Pombal: 60%, Ribatejana: 40%.

No piquete de greve nos CTT em Cabo Ruivo, verificou‑se que a adesão nos turnos da noite e da manhã rondou os 70%, superando a greve de Dezembro.

O STT apresentou queixa na ACT devido à substituição de trabalhadores em greve, na SIC.

Hoje, a CGTP‑IN dirigiu uma saudação aos trabalhadores portugueses, sublinhando a força, a determinação e a unidade demonstradas nesta Greve Geral.

“A CGTP-IN saúda os milhões de trabalhadores em greve no dia 3 de Junho e os milhares de dirigentes, delegados e activistas sindicais que antes e durante a Greve Geral esclareceram, mobilizaram e promoveram a unidade rumo a uma das maiores Greves Gerais realizadas no nosso país.

Unidos, os trabalhadores realizaram um grande momento de luta. A Greve Geral de 3 de Junho foi assumida e construída pelos jovens, mulheres e trabalhadores de todos os sectores, em todo o país.

Foi mais um poderoso sinal em todo este processo de luta de rejeição do pacote laboral. Os trabalhadores rejeitam este pacote laboral. Rejeitam o retrocesso que implica nos seus direitos, na sua vida. É um sinal inequívoco e claro da sua disponibilidade para dar continuidade à luta até à derrota deste objectivo de aumentar a exploração e as desigualdades por parte do governo PSD/CDS.

A acção da CGTP-IN vai continuar a pautar-se pela defesa intransigente dos direitos de quem trabalha e trabalhou, de todos aqueles que, independentemente do seu vínculo ou nacionalidade, são os que produzem a riqueza, os que colocam o país a crescer, os que respondem às necessidades individuais e colectivas no nosso país.”

Saudação da CGTP-IN, texto completo AQUI