Com a data de hoje, a administração da CP divulgou aos trabalhadores um comunicado a anunciar a actualização das seguintes cláusulas de expressão pecuniária, a partir do próximo dia 1 de Setembro:
- Abono de itinerância/deslocação do pessoal fixo, com o valor actual de 7,30 € para 8,30 €;
- Ajudas de custo por repouso fora de sede:
- Com o valor actual de 27,50€ para 30,00€, para repousos com duração inferior ou igual a 18 horas;
- Com o valor actual de 30,00€ para 32,00€, para repousos com duração superior a 18 horas.
- Prémio de produtividade diário, com o valor actual de 6,50 € para 7,50 €;
- Diuturnidades, com o valor actual de 24,00 € para 25,00 €.
Estas matérias foram objecto de “negociação” com as organizações sindicais, que consideraram os valores insuficientes, por não darem resposta à necessidade de continuar a aprofundar a valorização das remunerações de todos os trabalhadores.
No relatório de contas de 2025 é reconhecida a falta de trabalhadores, problema estrutural que se resolve com a valorização salarial, de modo a fixar os actuais trabalhadores e recrutar novos.
Mais uma vez, a administração demonstrou a sua falta de vontade, ou incapacidade, de valorizar a negociação colectiva como forma de resolver os problemas, acabando por se refugiar em actos de gestão, em vez de procurar acordos.
Depois da última reunião e perante a falta de vontade da administração em fazer evoluir a negociação com vista à obtenção de um acordo, um conjunto de organizações sindicais fez a seguinte proposta:
- Os valores apresentados pela empresa sejam aplicados com efeitos retroactivos a 1 de Julho de 2026, garantindo uma valorização imediata das componentes remuneratórias;
- Seja antecipado o processo de revisão do Acordo de Empresa, permitindo uma discussão global e sem limitações artificiais sobre todas as matérias estruturantes que influenciam as condições de trabalho e a valorização das carreiras.
Mas, com o comunicado de hoje, a administração demonstrou que a negociação colectiva deve ser reduzida ao mínimo.


