Aumentos intercalaresOs trabalhadores não podem continuar a ser chamados a garantir o funcionamento de empresas estratégicas enquanto vêem os seus salários perder valor mês após mês.

Num contexto em que o custo de vida continua a subir — com o aumento dos preços dos produtos básicos, da energia, da habitação e de tantos outros bens essenciais — trabalhar tem de significar viver com dignidade, e não sobreviver com dificuldades acrescidas.

Foi neste quadro que o SNTSF/FECTRANS apresentou cadernos reivindicativos intercalares na MEDWAY, na CP e na IP, exigindo a atribuição de um aumento salarial intercalar não inferior a 100 euros para todos os trabalhadores.

Os aumentos entretanto aplicados ficaram muito aquém do necessário. A inflação e o aumento generalizado dos preços continuam a corroer os salários, agravando as dificuldades das famílias e tornando evidente que não basta adiar respostas: é preciso agir agora.

Um aumento intercalar de, pelo menos, 100 euros não é um privilégio. É uma medida mínima de justiça para quem assegura diariamente serviços essenciais, mantém empresas em funcionamento e contribui de forma decisiva para a economia nacional.

Não basta apresentar uma reivindicação justa para quem trabalha. É preciso mobilizar os trabalhadores, unir forças e garantir uma melhor retribuição, valorizando as profissões e o papel essencial que desempenham.

Aumentar salários, valorizar carreiras e reconhecer o contributo diário dos trabalhadores não é apenas uma questão laboral: é uma condição para defender o serviço público, assegurar qualidade, fixar profissionais e garantir o desenvolvimento nacional.